Eimeria spp. – Dossiê do Parasita

Eimeria spp. - Dossiê Completo do Parasita

Importância

As espécies de Eimeria são protozoários que causam coccidiose, uma doença parasitária de grande impacto econômico e sanitário, especialmente em aves comerciais e ruminantes, levando a perdas significativas na produtividade devido a diarreia e má nutrição.

História e Descoberta

Friedrich A. von Kollar, que descreveu a coccidiose em ovelhas. No final do século XIX, Kollar documentou os surtos da doença em ovelhas, notando sintomas graves de diarreia que comprometeram significativamente a saúde e rendimento econômico dos rebanhos afetados. A descoberta inicial da Eimeria destacou seus impactos devastadores na agropecuária, particularmente em ambientes de alta densidade populacional. Nos primeiros relatos, a atenção voltada para os oocistos do parasita e suas características morfológicas levaram a avanços nos métodos de diagnóstico e nas estratégias de manejo sanitário em criações intensivas. Estes esforços progressivamente contribuíram para o desenvolvimento de medidas de prevenção e tratamento que continuam a evoluir em resposta ao fenômeno de resistência a drogas. A comunidade científica, desde então, busca entender melhor o ciclo de vida e como esses parasitas afetam diferentes espécies, incentivando a formulação de vacinas para mitigação de surtos futuros.

Classificação Taxonômica

  • Reino: Protista
  • Filo: Apicomplexa
  • Classe: Conoidasida
  • Ordem: Eucoccidiorida
  • Família: Eimeriidae
  • Gênero: Eimeria

Morfologia

  • Tamanho: Oocistos medem entre 10 e 30 micrômetros, dependendo da espécie.
  • Estruturas Especiais: Cada oocisto pode conter quatro esporozoítos, responsáveis pela infecção no hospedeiro.

Epidemiologia

  • Distribuição Geográfica: Mundial, mas mais prevalente em sistemas de criação intensiva.
  • Hospedeiros Definitivos: Principalmente aves e ruminantes.
  • Espécies Afetadas: Galinhas, perus, patos, ovinos e bovinos.
  • Fatores de Risco: Densidade populacional elevada, higiene inadequada e estresse em ambientes de confinamento.
  • Transmissão e Desenvolvimento: Através da ingestão de oocistos presentes em ambientes contaminados e fezes; no trato intestinal, os esporozoítos emergem e infectam as células intestinais, levando à destruição tecidual.

Patogenia de Eimeria spp.

  • Órgãos Afetados: Principalmente trato gastrointestinal.
  • Causa da Doença: Destruição das células intestinais, resultando em má absorção de nutrientes e lesões intestinais.

Sinais Clínicos

  • Em Aves: Diarreia aquosa, penas arrepiadas, retardo no crescimento, altas taxas de mortalidade, coco com sangue.
  • Em Ruminantes: Perda de peso, desidratação, diarreia, diminuição do desempenho reprodutivo.

Diagnóstico

  • Métodos Tradicionais: Exame de fezes para detecção de oocistos através de técnicas de flutuação e microscopia.
  • Métodos Moleculares: PCR para confirmação de espécies específicas de Eimeria.
  • Indicação de Teste: Deve ser realizado em surtos de diarreia e quando observado atraso no crescimento.

Tratamento

  • Drogas Principais: Amprólio, toltrazuril, sulfaquinoxalina.
  • Protocolos: O tratamento precoce é essencial; a administração pode ser feita via água ou ração.

Prevenção e Controle

  • Medidas Sanitárias: Planejamento de limpeza rigorosa e manutenção da higiene nos locais de criação.
  • Vacinas: Disponíveis para certas espécies de aves; ainda em desenvolvimento para outras espécies hospedeiras.

Estudos Recentes

  • Pesquisas recentes na ScienceDirect indicam novos agentes anticoccidianos baseados em fórmulas botânicas que mostram promessas na prevenção da coccidiose em criações de aves.

Curiosidades

  • Fato Interessante: Algumas espécies de Eimeria apresentam resistência a drogas anticoccidianas, o que leva a pesquisas contínuas no desenvolvimento de novas estratégias de controle.

Referências

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