Leishmaniose em Gatos: Sintomas, Diagnóstico e Prevenção

Leishmaniose em Gatos

Leishmaniose em GatosÉ uma doença parasitária de característica crônica e uma zoonose (infecta animais e o homem) transmitida por vetores, provocada pelo protozoário do gênero Leishmania, comumente diagnosticada em laboratório veterinário.

Epidemiologia: No Brasil, os flebotomíneos Lutzomyia longipalpis e Lutzomyia cruzi, conhecidos popularmente como “mosquito-palha” ou “birigui”, atuam como vetores da Leishmania spp. Nos centros urbanos e áreas rurais os cães são considerados os reservatórios da doença. Contudo, os gatos domésticos são apontados como reservatórios acidentais, geralmente despercebidos pela maioria, por não apresentar sintomas da doença.

Transmissão:

A transmissão ocorre através da picada do inseto vetor (fêmea infectada).

Sintomas da Leishmaniose em Gatos:

Gatos infectados podem apresentar: • Fraqueza; linfadenopatia; onicogrifose; caquexia; alopecia; lesões cutâneas e oculares; mucosas hipocoradas; hepatomegalia; icterícia; esplenomegalia, dispneia, entre outros. • A maioria permanece assintomático. Obs.: A doença tende a se manifestar em animais com sistema imunológico enfraquecido (ex.: acometidos por FIV e FeLV).

Diagnóstico:

Clínico, com base na anamnese, sintomas, epidemiologia e exames complementares. Exames: Imunológicos (ELISA e RIFI); Parasitológicos (Pesquisa Direta de linfonodos e Medula Óssea); Biologia molecular (PCR quantitativa e qualitativa) realizados em laboratório veterinário.

Tratamento:

Não há um tratamento específico para leishmaniose felina. A leishmaniose felina ainda não tem cura.

Prevenção da Leishmaniose em Gatos:

Importante: A maioria dos produtos usados em cães, apresenta uma elevada toxicidade para os gatos, podendo levar à morte do animal.

• Uso de coleira repelente ou repelentes tópicos (específico para gatos);

• Higiene ambiental periódica; • Destino adequado do lixo orgânico;

• Uso de inseticida no ambiente periodicamente;

• Combate ao inseto transmissor;

• Acompanhamento sorológico de gatos sadios anualmente em regiões endêmicas.

Obs.: A prevenção deve ser orientada e acompanhada por um Médico Veterinário.

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